sábado, 16 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
6º PRÊMIO INOVAR PARA CRESCER
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A PROTEC e o SENAI escolheram o DIA DA INOVAÇÃO, em 19.10, para, com a parceria do SESI e da CNI, homenagear as principais personalidades da transformação do país pela inovação tecnológica e as empresas que fizeram da inovação tecnológica um instrumento estratégico de conquista de mercados ao longo de sua história, valorizando a busca cotidiana do aperfeiçoamento de seus produtos e processos de forma sustentável.
Contemplados com o 6º PRÊMIO INOVAR PARA CRESCER 2010:
Categoria Visão: Embraer
Categoria Estratégia: Altus Sistemas de Informática
Categoria Revelação: Nibtec Inovações
Categoria Personalidade: Egon Silva, um dos fundadores da Weg
Homenagem in memorian: Carlos Chiti, um dos fundadores da Romi
Empresas contempladas nas edições anteriores:
2005: Indústrias Romi - Visão
2006: Petrobrás - Visão
2007: Weg - Visão
Stieletrônica - Estratégia
Octavio Frias de Oliveira - in memorian
2008: Marcopolo -Visão
Ecil Met Tec - Estratégia
2009: Critália - Visão
Combustol - Estratégia
A PROTEC e o SENAI escolheram o DIA DA INOVAÇÃO, em 19.10, para, com a parceria do SESI e da CNI, homenagear as principais personalidades da transformação do país pela inovação tecnológica e as empresas que fizeram da inovação tecnológica um instrumento estratégico de conquista de mercados ao longo de sua história, valorizando a busca cotidiana do aperfeiçoamento de seus produtos e processos de forma sustentável.
Contemplados com o 6º PRÊMIO INOVAR PARA CRESCER 2010:
Categoria Visão: Embraer
Categoria Estratégia: Altus Sistemas de Informática
Categoria Revelação: Nibtec Inovações
Categoria Personalidade: Egon Silva, um dos fundadores da Weg
Homenagem in memorian: Carlos Chiti, um dos fundadores da Romi
Empresas contempladas nas edições anteriores:
2005: Indústrias Romi - Visão
2006: Petrobrás - Visão
2007: Weg - Visão
Stieletrônica - Estratégia
Octavio Frias de Oliveira - in memorian
2008: Marcopolo -Visão
Ecil Met Tec - Estratégia
2009: Critália - Visão
Combustol - Estratégia
19 DE OUTUBRO "Dia da Inovação"
Agora é lei!
Lei 12.193 - sancionada em 14 de janeiro de 2010
Alberto Santos Dumont, em 19 de outubro de 1901, ganhou em Paris o Prêmio Deutsch ao conseguir contornar a Torre Eiffel e voltar ao ponto de partida no tempo fixado. Para isso, o seu balão Brasil nº 6 incorporou diversas inovações aos balões anteriores. É esse o conceito de inovação que se deseja difundir: a agregação de melhorias no produto ou processo para alcançar mais competitividade com sustentabilidade ambiental.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
SAP planeja expandir serviços no Brasil e exportar inovação
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"O plano é de, nos próximos 18 a 24 meses, termos maior presença fora das principais cidades onde já temos forte operação", afirmou o executivo, em entrevista ao Valor. Na opinião de Anidjar, esse é um bom momento para a empresa capturar as oportunidades de negócios em cidades menores, para onde alguns de seus clientes estão se movendo e novas empresas criam demanda. As regiões foco da companhia serão Sul, Norte e o Distrito Federal.
Novas contratações também são planejadas. Segundo o executivo, a empresa contratou cerca de 170 profissionais nos últimos 12 meses e pretende continuar recrutando: "Essa é a hora de a SAP adicionar por aqui mais pessoas e mais recursos."
A SAP quer aproveitar o fortalecimento das companhias brasileiras, que passam a buscar sistemas modernos. Os movimentos de oferta pública inicial de ações (IPOs, na sigla em inglês), por exemplo, elevam a procura pelos serviços e produtos de tecnologia da informação, já que para abrir capital, as empresas precisam demonstrar governança sólida. Outro fator que torna positivas as perspectivas para a SAP no país é a grande quantidade de investimentos em infraestrutura previstos para os próximos anos.
"Para mim, o Brasil está vivendo mais do que em um ponto de inflexão", disse o executivo com entusiasmo. A SAP, com cerca de mil funcionários, atua em 26 setores no país, com destaque para os de infraestrutura, óleo e gás, mineração e varejo. Os negócios brasileiros da companhia crescem a uma taxa de "dois dígitos altos" e é o maior mercado dentro da América Latina.
Outro movimento da SAP no mercado brasileiro é o aumento da quantidade de laboratórios para gerar inovações e exportá-las para as demais subsidiárias. "Inovaremos no Brasil para [atender] o Brasil e, ao longo do tempo, inovaremos no Brasil para [atender] o resto do mundo", afirmou Anidjar. A ideia faz parte de uma estratégia mais ampla de aproveitar o apetite das corporações dos mercados emergentes por aplicativos e processos de negócios, o que revela uma mudança no modelo de atuação das empresas de TI que, no passado, entravam nesses países devido ao baixo custo da mão-de-obra, enquanto as inovações vinham apenas da Europa ou dos EUA.
O crescimento da SAP no Brasil deve se dar com sua própria produção, segundo o executivo. "Mas não descartamos aquisições. O ponto é que nos focamos em fazer aquisições que influenciem nossos negócios em todo mundo, não apenas regionalmente", destacou. Quando questionado sobre uma parceria com a Totvs, Anidjar disse que a companhia brasileira não segue a mesma estratégia que a alemã: "A Totvs tem uma longa lista de produtos coincidentes, sobrepostos. Essa não é a forma como fazemos negócios." Anidjar trabalhou por dez anos na Oracle, conhecida por suas seguidas aquisições.
No início do ano, a SAP comprou a Sybase por US$ 5,8 bilhões, para ganhar força no segmento de dispositivos móveis. Nos seis primeiros meses de 2010, a alemã acumulou lucro líquido de € 878 milhões, o que representou um avanço de 40% frente ao mesmo período do ano passado. No acumulado de 2009, por outro lado, o lucro da companhia recuou 4%, para € 1,789 bilhão.
Valor - Vanessa Dezem - 28/09/2010
Jimmy Anidjar, da SAP: "Focamos em aquisições que influenciem nossos negócios no mundo, não regionalmente"A empresa alemã de software de gestão empresarial SAP quer expandir sua presença no Brasil fora do eixo Rio-São Paulo e acredita que o país poderá ser uma plataforma de inovação no setor de tecnologia da informação (TI). A afirmação é do presidente global para mercados emergentes da companhia, Jimmy Anidjar, que, em visita ao Brasil, disse ter estratégias claras para fortalecer a atuação da SAP no país nos próximos anos.
"O plano é de, nos próximos 18 a 24 meses, termos maior presença fora das principais cidades onde já temos forte operação", afirmou o executivo, em entrevista ao Valor. Na opinião de Anidjar, esse é um bom momento para a empresa capturar as oportunidades de negócios em cidades menores, para onde alguns de seus clientes estão se movendo e novas empresas criam demanda. As regiões foco da companhia serão Sul, Norte e o Distrito Federal.
Novas contratações também são planejadas. Segundo o executivo, a empresa contratou cerca de 170 profissionais nos últimos 12 meses e pretende continuar recrutando: "Essa é a hora de a SAP adicionar por aqui mais pessoas e mais recursos."
A SAP quer aproveitar o fortalecimento das companhias brasileiras, que passam a buscar sistemas modernos. Os movimentos de oferta pública inicial de ações (IPOs, na sigla em inglês), por exemplo, elevam a procura pelos serviços e produtos de tecnologia da informação, já que para abrir capital, as empresas precisam demonstrar governança sólida. Outro fator que torna positivas as perspectivas para a SAP no país é a grande quantidade de investimentos em infraestrutura previstos para os próximos anos.
"Para mim, o Brasil está vivendo mais do que em um ponto de inflexão", disse o executivo com entusiasmo. A SAP, com cerca de mil funcionários, atua em 26 setores no país, com destaque para os de infraestrutura, óleo e gás, mineração e varejo. Os negócios brasileiros da companhia crescem a uma taxa de "dois dígitos altos" e é o maior mercado dentro da América Latina.
Outro movimento da SAP no mercado brasileiro é o aumento da quantidade de laboratórios para gerar inovações e exportá-las para as demais subsidiárias. "Inovaremos no Brasil para [atender] o Brasil e, ao longo do tempo, inovaremos no Brasil para [atender] o resto do mundo", afirmou Anidjar. A ideia faz parte de uma estratégia mais ampla de aproveitar o apetite das corporações dos mercados emergentes por aplicativos e processos de negócios, o que revela uma mudança no modelo de atuação das empresas de TI que, no passado, entravam nesses países devido ao baixo custo da mão-de-obra, enquanto as inovações vinham apenas da Europa ou dos EUA.
O crescimento da SAP no Brasil deve se dar com sua própria produção, segundo o executivo. "Mas não descartamos aquisições. O ponto é que nos focamos em fazer aquisições que influenciem nossos negócios em todo mundo, não apenas regionalmente", destacou. Quando questionado sobre uma parceria com a Totvs, Anidjar disse que a companhia brasileira não segue a mesma estratégia que a alemã: "A Totvs tem uma longa lista de produtos coincidentes, sobrepostos. Essa não é a forma como fazemos negócios." Anidjar trabalhou por dez anos na Oracle, conhecida por suas seguidas aquisições.
No início do ano, a SAP comprou a Sybase por US$ 5,8 bilhões, para ganhar força no segmento de dispositivos móveis. Nos seis primeiros meses de 2010, a alemã acumulou lucro líquido de € 878 milhões, o que representou um avanço de 40% frente ao mesmo período do ano passado. No acumulado de 2009, por outro lado, o lucro da companhia recuou 4%, para € 1,789 bilhão.
Valor - Vanessa Dezem - 28/09/2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Como aumentar as inovações ?
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Muitas empresas brasileiras, principalmente as familiares e as protegidas da concorrência, adotam práticas gerenciais ultrapassadas. Mas, um dos principais fatores responsáveis pela menor produtividade das firmas brasileiras é sua reduzida quantidade de inovações, tanto no produto final como no processo produtivo. Os dados de patentes ilustram bem o atraso brasileiro na produção de novas técnicas. Em 2009 as empresas brasileiras obtiveram apenas 146 novas patentes nos Estados Unidos, ao passo que as coreanas conseguiram 9.400 e as americanas 93.700. Isso ocorre em grande parte devido aos baixos gastos com pesquisa e desenvolvimento (P&D) realizados no Brasil. Enquanto o Brasil gasta apenas 1,1% do PIB com P&D, os EUA gastam 2,6% e a Coreia 3,2%, ao passo que Japão e Finlândia atingem quase 3,5%. Além disso, menos da metade do valor gasto com P&D no Brasil ocorre no setor privado.
O montante reduzido de gastos privados em P&D, por sua vez, reflete em grande parte o baixo nível educacional dos trabalhadores brasileiros. Como se sabe, a qualidade da educação oferecida aos jovens brasileiros está entre as mais baixas do mundo. Além disso, no Brasil somente 8% dos formados com nível superior são engenheiros, ao passo que na Coreia eles representam 25%. Apesar do número de doutores brasileiros ter crescido substancialmente nos últimos anos, apenas 12% obteve seu título nas áreas de engenharia e informática em 2009. Ou seja, há carência de jovens profissionais atuando nas áreas tecnológicas.
No Brasil, menos de 1/4 dos cientistas estão nas empresas. Nos EUA, 80% deles trabalham no setor privado
Em contrapartida, o número de artigos científicos publicados por brasileiros representa 54% do total publicado na América Latina e 2,63% do mundo. Dado que nossa produção científica não é tão baixa, tendo em vista o pequeno número de doutores formados todos os anos, porque nossas empresas não aplicam as ideias geradas pela academia para a produção de novas técnicas? Ocorre que no Brasil, menos de 1/4 dos cientistas trabalham em empresas, enquanto na Coreia metade deles está no setor privado e nos EUA são 80%. Uma parcela substancial das patentes e dos pesquisadores brasileiros está concentrada em apenas três empresas: Petrobras, Embrapa e Fiocruz. Há no Brasil uma distância enorme entre as empresas e as universidades para a produção de conhecimento aplicado.
Parte disto ocorre por razões históricas. A Coreia buscou integrar as universidades, os institutos de pesquisa e as empresas privadas em torno de um esforço de desenvolvimento tecnológico, voltado para ganhos de eficiência e exportações, ao mesmo tempo em que investia pesadamente numa educação de qualidade para sua população. Já o desenvolvimento industrial no Brasil sempre ocorreu com muita proteção. Como não havia a preocupação de competir no mercado externo, a maior parte das empresas brasileiras não buscava melhorar continuamente seus processos de gestão e inovação. Além disso, a industrialização brasileira foi baseada em máquinas e equipamentos, deixando de lado a educação. As coisas começaram a mudar com a abertura comercial, que forçou a competição com empresas mais eficientes de outros países.
Para tentar superar o problema da falta de inovações, o governo tem produzido diversos planos de ação e novas leis. Entre eles destacam-se o Plano de Ação em Ciência e Tecnologia, o Plano de Desenvolvimento da Produtividade, a lei da inovação, a lei do bem, além de várias políticas conduzidas pela Finep e pelo BNDES. As novas leis basicamente introduzem uma série de incentivos fiscais para empresas que gastam com P&D e inovação. Apesar de todo esse aparato legal, as empresas que mais acessam esse sistema de incentivos são as grandes empresas consolidadas, que não precisariam de incentivos para investir em P&D. O que está errado então?
Novas ideias muitas vezes surgem em microempresas, com jovens empreendedores desenvolvendo novos produtos. Essas empresas informais e mesmo as formais que operam pelo sistema de lucro presumido, não conseguem ter acesso a vários dos programas de incentivos do governo, que funcionam com base no desconto do imposto de renda a pagar. Além disso, a complexidade do sistema tributário brasileiro prejudica a expansão das firmas mais produtivas e eficientes. Por fim, várias empresas ineficientes sobrevivem graças a favores do governo e concessão de subsídios. É preciso simplificar o sistema tributário, melhorar a logística, aumentar a competição nos mercados e mudar as leis de inovação para que pequenas empresas com grandes ideias consigam sobreviver, inovar e expandir, levando eficiência para o resto da economia.
Naercio Menezes Filho, professor titular - Cátedra IFB e coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper e professor associado da FEA-USP, escreve mensalmente às sextas-feiras. (email: naercioamf@insper.edu.br)
A produtividade das empresas brasileiras é bem menor do que a das americanas, europeias e coreanas.Um relatório recente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) mostra que a produtividade das empresas brasileiras (não explicada por máquinas e trabalhadores) é metade das americanas, o que contribui para que o PIB per capita do Brasil seja apenas 20% do americano. Na América Latina, as empresas brasileiras são mais parecidas com as colombianas e mexicanas em termos de eficiência, ainda distantes das líderes chilenas. Por que a produtividade das firmas brasileiras é tão baixa?
Muitas empresas brasileiras, principalmente as familiares e as protegidas da concorrência, adotam práticas gerenciais ultrapassadas. Mas, um dos principais fatores responsáveis pela menor produtividade das firmas brasileiras é sua reduzida quantidade de inovações, tanto no produto final como no processo produtivo. Os dados de patentes ilustram bem o atraso brasileiro na produção de novas técnicas. Em 2009 as empresas brasileiras obtiveram apenas 146 novas patentes nos Estados Unidos, ao passo que as coreanas conseguiram 9.400 e as americanas 93.700. Isso ocorre em grande parte devido aos baixos gastos com pesquisa e desenvolvimento (P&D) realizados no Brasil. Enquanto o Brasil gasta apenas 1,1% do PIB com P&D, os EUA gastam 2,6% e a Coreia 3,2%, ao passo que Japão e Finlândia atingem quase 3,5%. Além disso, menos da metade do valor gasto com P&D no Brasil ocorre no setor privado.
O montante reduzido de gastos privados em P&D, por sua vez, reflete em grande parte o baixo nível educacional dos trabalhadores brasileiros. Como se sabe, a qualidade da educação oferecida aos jovens brasileiros está entre as mais baixas do mundo. Além disso, no Brasil somente 8% dos formados com nível superior são engenheiros, ao passo que na Coreia eles representam 25%. Apesar do número de doutores brasileiros ter crescido substancialmente nos últimos anos, apenas 12% obteve seu título nas áreas de engenharia e informática em 2009. Ou seja, há carência de jovens profissionais atuando nas áreas tecnológicas.
No Brasil, menos de 1/4 dos cientistas estão nas empresas. Nos EUA, 80% deles trabalham no setor privado
Em contrapartida, o número de artigos científicos publicados por brasileiros representa 54% do total publicado na América Latina e 2,63% do mundo. Dado que nossa produção científica não é tão baixa, tendo em vista o pequeno número de doutores formados todos os anos, porque nossas empresas não aplicam as ideias geradas pela academia para a produção de novas técnicas? Ocorre que no Brasil, menos de 1/4 dos cientistas trabalham em empresas, enquanto na Coreia metade deles está no setor privado e nos EUA são 80%. Uma parcela substancial das patentes e dos pesquisadores brasileiros está concentrada em apenas três empresas: Petrobras, Embrapa e Fiocruz. Há no Brasil uma distância enorme entre as empresas e as universidades para a produção de conhecimento aplicado.
Parte disto ocorre por razões históricas. A Coreia buscou integrar as universidades, os institutos de pesquisa e as empresas privadas em torno de um esforço de desenvolvimento tecnológico, voltado para ganhos de eficiência e exportações, ao mesmo tempo em que investia pesadamente numa educação de qualidade para sua população. Já o desenvolvimento industrial no Brasil sempre ocorreu com muita proteção. Como não havia a preocupação de competir no mercado externo, a maior parte das empresas brasileiras não buscava melhorar continuamente seus processos de gestão e inovação. Além disso, a industrialização brasileira foi baseada em máquinas e equipamentos, deixando de lado a educação. As coisas começaram a mudar com a abertura comercial, que forçou a competição com empresas mais eficientes de outros países.
Para tentar superar o problema da falta de inovações, o governo tem produzido diversos planos de ação e novas leis. Entre eles destacam-se o Plano de Ação em Ciência e Tecnologia, o Plano de Desenvolvimento da Produtividade, a lei da inovação, a lei do bem, além de várias políticas conduzidas pela Finep e pelo BNDES. As novas leis basicamente introduzem uma série de incentivos fiscais para empresas que gastam com P&D e inovação. Apesar de todo esse aparato legal, as empresas que mais acessam esse sistema de incentivos são as grandes empresas consolidadas, que não precisariam de incentivos para investir em P&D. O que está errado então?
Novas ideias muitas vezes surgem em microempresas, com jovens empreendedores desenvolvendo novos produtos. Essas empresas informais e mesmo as formais que operam pelo sistema de lucro presumido, não conseguem ter acesso a vários dos programas de incentivos do governo, que funcionam com base no desconto do imposto de renda a pagar. Além disso, a complexidade do sistema tributário brasileiro prejudica a expansão das firmas mais produtivas e eficientes. Por fim, várias empresas ineficientes sobrevivem graças a favores do governo e concessão de subsídios. É preciso simplificar o sistema tributário, melhorar a logística, aumentar a competição nos mercados e mudar as leis de inovação para que pequenas empresas com grandes ideias consigam sobreviver, inovar e expandir, levando eficiência para o resto da economia.
Naercio Menezes Filho, professor titular - Cátedra IFB e coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper e professor associado da FEA-USP, escreve mensalmente às sextas-feiras. (email: naercioamf@insper.edu.br)
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Investimento em inovação fica abaixo do previsto
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Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil têm crescido, mas a passos lentos. Em 2010, eles devem alcançar 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende. Em 2009, a participação foi de 1,2%, e em 2008, de 1,1%. A expectativa do governo era de que ao fim de 2010, ano que encerra o Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (PACTI), o percentual chegasse a 1,65%, puxado principalmente pelo aumento da participação do setor privado, hoje em 0,5%.
"Faltou uma maior participação do setor privado, mais empresas investindo em inovação. Estamos no caminho certo, só é preciso mais empenho nos investimentos", disse o ministro ontem após almoço com a diretoria da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei). Um patamar ideal de participação dos investimentos em inovação no PIB é acima dos 2%, segundo o ministro.
Rezende diz que o ritmo lento não é uma questão de falta de recursos, e sim da necessidade que ainda existe de se criar uma cultura de investimento no setor. "A crise econômica não afetou os investimentos em inovação, mas o setor tem uma história recente. Até pouco tempo, poucas empresas nacionais não tinham políticas de ação em P&D", disse. Segundo ele, a aplicação dos recursos estimados para investimentos no PACTI, de 2007 a 2010, R$ 41,2 bilhões no total, está dentro do esperado. "Devemos chegar ao fim do ano com os R$ 41 bilhões aplicados."
A falta de empenho não é uma realidade das grandes empresas, segundo representantes da Anpei. De acordo com levantamento da entidade, o grupo de 150 associados, entre elas as maiores empresas do país, é responsável por 60% dos investimentos privados em inovação no país. "Os investimentos das empresas associadas à Anpei são de duas a três vezes a média do investimento das empresas brasileiras", diz Carlos Calmanovici, presidente da Anpei e executivo da ETH, empresa de bioenergia da grupo Odebrecht.
A Braskem, por exemplo, investe 0,5% do seu faturamento em inovação, considerando apenas as pesquisas para o desenvolvimento de novos produtos, e pretende aumentar esse percentual. "Temos aumentado nossos investimentos em inovação todos os anos, e trabalhamos hoje com cerca de 500 pesquisadores", diz Bernardo Gradin, presidente da Braskem.
As companhias, porém, dizem que ainda há muitos pontos a se avançar na política de incentivo à inovação no país, e entre eles está a maior participação das empresas na gestão dos instrumentos de fomento ao setor. Outra reivindicação é o maior estímulo à presença dos pesquisadores nas empresas, com ações como a simplificação tributária e trabalhista para as contratações. Segundo executivos, há um excesso de burocracia na contratação de pesquisadores estrangeiros, por exemplo.
Para Pedro Wongtschowski, presidente do grupo Ultra, a importância de se investir em inovação está clara entre as grandes empresas, mas não entre as pequenas e médias. "Falta a uma parte das empresas a convicção de que esse investimento tem que ser prioridade e que eles trazem resultados econômicos", diz ele. Por isso, o grupo também defende que existam mais mecanismos de apoio às companhias menores.
Ruy Baron/Valor/16.9.10
Ainda falta a cultura do investimento para parte das empresas - Sérgio Rezende, ministro de Ciência e Tecnologia
Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil têm crescido, mas a passos lentos. Em 2010, eles devem alcançar 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende. Em 2009, a participação foi de 1,2%, e em 2008, de 1,1%. A expectativa do governo era de que ao fim de 2010, ano que encerra o Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (PACTI), o percentual chegasse a 1,65%, puxado principalmente pelo aumento da participação do setor privado, hoje em 0,5%.
"Faltou uma maior participação do setor privado, mais empresas investindo em inovação. Estamos no caminho certo, só é preciso mais empenho nos investimentos", disse o ministro ontem após almoço com a diretoria da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei). Um patamar ideal de participação dos investimentos em inovação no PIB é acima dos 2%, segundo o ministro.
Rezende diz que o ritmo lento não é uma questão de falta de recursos, e sim da necessidade que ainda existe de se criar uma cultura de investimento no setor. "A crise econômica não afetou os investimentos em inovação, mas o setor tem uma história recente. Até pouco tempo, poucas empresas nacionais não tinham políticas de ação em P&D", disse. Segundo ele, a aplicação dos recursos estimados para investimentos no PACTI, de 2007 a 2010, R$ 41,2 bilhões no total, está dentro do esperado. "Devemos chegar ao fim do ano com os R$ 41 bilhões aplicados."
A falta de empenho não é uma realidade das grandes empresas, segundo representantes da Anpei. De acordo com levantamento da entidade, o grupo de 150 associados, entre elas as maiores empresas do país, é responsável por 60% dos investimentos privados em inovação no país. "Os investimentos das empresas associadas à Anpei são de duas a três vezes a média do investimento das empresas brasileiras", diz Carlos Calmanovici, presidente da Anpei e executivo da ETH, empresa de bioenergia da grupo Odebrecht.
A Braskem, por exemplo, investe 0,5% do seu faturamento em inovação, considerando apenas as pesquisas para o desenvolvimento de novos produtos, e pretende aumentar esse percentual. "Temos aumentado nossos investimentos em inovação todos os anos, e trabalhamos hoje com cerca de 500 pesquisadores", diz Bernardo Gradin, presidente da Braskem.
As companhias, porém, dizem que ainda há muitos pontos a se avançar na política de incentivo à inovação no país, e entre eles está a maior participação das empresas na gestão dos instrumentos de fomento ao setor. Outra reivindicação é o maior estímulo à presença dos pesquisadores nas empresas, com ações como a simplificação tributária e trabalhista para as contratações. Segundo executivos, há um excesso de burocracia na contratação de pesquisadores estrangeiros, por exemplo.
Para Pedro Wongtschowski, presidente do grupo Ultra, a importância de se investir em inovação está clara entre as grandes empresas, mas não entre as pequenas e médias. "Falta a uma parte das empresas a convicção de que esse investimento tem que ser prioridade e que eles trazem resultados econômicos", diz ele. Por isso, o grupo também defende que existam mais mecanismos de apoio às companhias menores.
Ruy Baron/Valor/16.9.10
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Seminário no Senai/SP aborda eficiência no processo produtivo
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Os métodos disponíveis para medir os níveis de eficiência e otimizar o desempenho dos processos produtivos na indústria gráfica, com ganho de produtividade e redução dos desperdícios, serão temas do seminário que a Metrics Sistema de informação promoverá, em 23 de setembro, na sede Theobaldo De Nigris do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai/SP).
O seminário Metodologia para Medir Eficiência e Melhorias, trará uma abordagem abrangente sobre a aplicação do conceito de Eficiência Global de Equipamentos (OEE - Overall Equipment Effectiveness), que visa medir a eficiência das máquinas para obter o máximo desempenho. Para falar sobreo assunto, a Metrics convidou o consultor do Instituto Nacional do Desenvolvimento Gerencial (INDG) Ricardo Oliveira. O diretor da Metrics, Osmar Barbosa, apresentará os Sistemas Metrics para coleta, organização e disponibilidade de informações para uma Gestão dos Indicadores confiável e eficiente.
Durante o encontro serão apresentados os princípios da medição de eficiência por meio dos indicadores OEE, sua aplicabilidade ao mundo gráfico e os desafios para uma implementação que garanta ganhos significativos em produtividade. O evento integra a série de eventos Jornada Tecnológica Aprimore, que a Metrics organiza periodicamente para disseminar os novos paradigmas de gestão junto a empresas gráficas.
De acordo com Osmar Barbosa, embora haja exemplos reais da aplicabilidade dos modelos de gestão eletrônica de desempenho em algumas das maiores indústrias do setor, a medição destes indicadores é incipiente na América Latina. Segundo ele, a maioria das empresas procura mais informações para se beneficiar dessas ferramentas.
(Fonte: Agência CNI - 10/09/2010)
Evento vai apresentar as métricas para avaliar os níveis de eficiência e otimizar o desempenho dos processos produtivos na indústria gráfica. Seminário acontece dia 23 de setembro
Os métodos disponíveis para medir os níveis de eficiência e otimizar o desempenho dos processos produtivos na indústria gráfica, com ganho de produtividade e redução dos desperdícios, serão temas do seminário que a Metrics Sistema de informação promoverá, em 23 de setembro, na sede Theobaldo De Nigris do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai/SP).
O seminário Metodologia para Medir Eficiência e Melhorias, trará uma abordagem abrangente sobre a aplicação do conceito de Eficiência Global de Equipamentos (OEE - Overall Equipment Effectiveness), que visa medir a eficiência das máquinas para obter o máximo desempenho. Para falar sobreo assunto, a Metrics convidou o consultor do Instituto Nacional do Desenvolvimento Gerencial (INDG) Ricardo Oliveira. O diretor da Metrics, Osmar Barbosa, apresentará os Sistemas Metrics para coleta, organização e disponibilidade de informações para uma Gestão dos Indicadores confiável e eficiente.
Durante o encontro serão apresentados os princípios da medição de eficiência por meio dos indicadores OEE, sua aplicabilidade ao mundo gráfico e os desafios para uma implementação que garanta ganhos significativos em produtividade. O evento integra a série de eventos Jornada Tecnológica Aprimore, que a Metrics organiza periodicamente para disseminar os novos paradigmas de gestão junto a empresas gráficas.
De acordo com Osmar Barbosa, embora haja exemplos reais da aplicabilidade dos modelos de gestão eletrônica de desempenho em algumas das maiores indústrias do setor, a medição destes indicadores é incipiente na América Latina. Segundo ele, a maioria das empresas procura mais informações para se beneficiar dessas ferramentas.
(Fonte: Agência CNI - 10/09/2010)
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